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26 abril 2011

Uma pancada sincera!


Banda: Rodox
Álbum: Rodox
Ano: 2003
Gravadora: WEA Music / Warner Music


Raimundos, junto com Charlie Brown Jr. e Planet Hemp eram as bandas que bombaram na mídia entre a segunda metade dos anos 90 a começo de 2000. 

Essas bandas certamente embalaram as bebedeiras e traquinagens juvenis de toda uma geração.

Sendo que, pensando mercadologicamente, dessa trindade roqueira Raimundos seguramente encabeçava esse trio.

O ápice dessa ascenção na carreira dos Raimundos foi o quinto álbum Só No Forévis (1999) que emplacou sucessos como Mulher de Fases e A Mais Pedida nas fm’s de todo Brasil.

Não sei dizer se o choque do público com o anúncio do fim dos Raimundos e a conversão do vocalista Rodolfo Abrantes ao cristianismo foi forte pelo tipo de letras que os Raimundos cantavam  ou por conta do cara ter pulado fora da banda no momento auge em que os Raimundos finalmente tinham caído nas graças do povão e da indústria fonográfica tornando-se a banda mais lucrativa naquele momento.

Enfim, acabou que, como era de se esperar, a mídia tornou a coisa toda um grande circo. Sendo que, já que em todo pastelão melodramático precisa de um vilão, o bode expiatório escolhido foi o pivô disso tudo: Rodolfo.

E, diante disso, confesso que eu mesmo, como fã da banda, era um dos muitos inconformados que, implacavel, julgou o cara como louco, sem noção, irresponsável, covarde, fanático e por aí vai.

Numa das poucas entrevistas que eu vi Rodolfo falar a um programa de tv naquela época, ele disse, dentre muitas coisas, que não estava mais feliz com a antiga banda, que a ideologia de vida não batia mais com os estilos de letras, e que estava num novo projeto musical que, segundo ele, tinha a sonoridade mais pesada que os Raimundos.

Foi inevitável minha risadinha cínica diante da tv com aquele pensamento: 

- Essa eu pago pra ver!

Daí, pouco depois, entrou nas prateleiras o projeto Rodox com o álbum Estreito (2001) que, com esse título, já dava para o público a idéia clara de um desabafo, seguido de carregada auto-afirmação.

Engoli meu riso cínico na primeira audição quando ouvi esse disco pancada recheada de hardcore melódico, new metal e punk californiano (e até ska).

Podem falar tudo de Rodolfo Abrantes, menos que o cara não é sincero. Sinceridade (para o bem ou para o mal) é algo notável a qualquer olhar superficial na carreira do cara.

Até nos Raimundos!

Rodolfo tinha uma vida exatamente compatível com as letras que cantava. Quando ele recitava Eu queria ser o banquinho da bicicleta pra ficar bem no meio das pernas e sentir o seu ânus suar, certamente ele estava na praia e viu uma gostosa pedalando deliciosamente em sua bike, foi pra casa e escreveu aquela estrofe.

O tempo passa, as pessoas mudam e vão vivenciando novas perspectivas e aprendizados.

O showbiz transformou esse cara divertido, mulherengo e cachaceiro em um cidadão de casamento fracassado, drogado e com sérios problemas de saúde. Esse era o quadro de Rodolfo na turnê do Só No Forévis.

Rodolfo encontrou na igreja e nos ensinamentos dos evangelhos de Cristo uma solução e resposta para muitos dos conflitos interiores que ele estava passando. O que fez mudar a sua forma de ver as coisas, e principalmente, escrever sobre as coisas.

Em inúmeras entrevistas, Rodolfo afirma que a idéia não era sair dos Raimundos, mas cantar sobre outros assuntos mais sérios, o que foi implacavelmente barrado pela gravadora. Uma vez que, no que diz respeito a Raimundos, a única ideologia que se tem que ter é a putaria!

Então você imagina como deve ser para um cara que passa a curtir uma vida mais religiosa, a olhar para o mundo de uma forma mais reflexiva e lutando para reconstruir um casamento subir num palco e cantar Ei mãe, vê se me manda um dinheiro pois tô no banheiro e num tem nem papel pra cagá.

Lembro muito dos fãs mais xiitas do Pearl Jam que acham que a banda só tem alma até o Vitalogy (1994) pelo fato dos caras terem amadurecido e não cantarem mais o quanto deve ser irádo entrar na sala de aula e estourar os miolos na frente dos colegas.

Já imaginou Eddie Vedder, pai de família na casa dos 40 cantando Eu odeio meus pais, quero jogar games e andar de skate!? Há, francamente!

Gosto até hoje dos Raimundos e gosto muito do Rodox. Encaro ambas como recortes de momentos na vida de um artista, e na minha própria vida. 

Hoje quando escuto Raimundos sou transportado a uma época maravilhosa de colégio. 

Lembro de como era bom aquele tempo em que a minhas preocupações eram tirar nota boa nas provas bimestrais, decidir onde  passar o fim de semana e se eu tinha alguma chance de dar uns pegas na garota mais gata da sala.

Rodox, ao contrário, traz uma reflexão exatamente dentro de minhas circunstâncias atuais. O que fazer com o futuro, como se desprender de coisas não relevantes do passado e ter segurança de que, apesar de difícil, vale à pena olhar para o futuro com esperança é uma constante nas letras.


Rodox
Pancadas Positivas

E muito dessa ideia está no segundo álbum  Rodox (2003).


Pode-se considerar que, por trazer no título o nome da banda e a capa propositadamente ostentar um super motor de 3 cilindros de um Maverick de arrancada, dá-se a clara intenção de que, a partir de então, Rodox deixa de ser um projeto solo do Rodolfo e passa a ser uma banda.

Se Estreito tem como foco a espiritualidade, Rodox traz em sua raiz a temática do amor e esperança. Sem dúvida é um álbum bem pra cima. Uma descarga elétrica de esperança para o coração mais triste e moribundo.

Para mim, particularmente, esse álbum vai ser sempre lembrado como um grande ombro amigo que eu encontrei num período em que me encontrava sentimentalmente ferrado por conta de um fim de namoro. 

Este disco foi a melhor coisa que apareceu para consolar e massagear o ego do meu pobre cotovelo calejado. É aquele amigo que chega pra você, dá um tapinha no teu ombro e diz:

- Eu sei que é foda cara, mas fica assim não, a vida continua camarada, olha pra frente que tem muita coisa bacana aí pra acontecer com você!

Hoje, sete anos depois, posso afirmar com toda segurança que o álbum tinha razão!

O que faz de Rodox um item obrigatório no kit de sobrevivência do infeliz que enfrenta um doloroso fim de relacionamento. Ou qualquer outra situação difícil pelo qual você esteja atravessando por conta de algum infortúnio do destino.

A vida vai te ensinar
Que um sonho ruim
Não dura pra sempre, baby

Infelizmente o Rodox teve um futuro curto. 

Por conta de incompatibilidade ideológica do Rodolfo com os outros membros, a banda oficialmente acabou no dia 7 de agosto de 2004 num show em Salvador quando o batera Fernando Schaefer  interrompeu o show abruptamente dando um chute na bateria e saindo do palco. Daí a banda toda retirou-se em seguida, e Rodolfo foi ao microfone anunciando que o projeto Rodox estava encerrando definitivamente suas atividades.

Se nos Raimundos o Rodolfo já não se enquadrava no estilo de ser da banda, agora no Rodox era a banda que não conseguia se enquadrar ao estilo de vida e fé do Rodolfo.

Como já era de se prever, com o fim da banda Rodolfo entrou mais ainda de cabeça na igreja (Bola de Neve) e em 2006 lançou seu disco, digamos, com uma abordagem mais congregacional chamado Santidade ao Senhor(2006).

Mesmo com apenas dois álbuns, Rodox foi um projeto com resultado positivo, consistente e sincero.

Sincera como a vida e as escolhas estreitas que o próprio Rodolfo traçou em sua conturbada e intensa trajetória.

FAIXA A FAIXA:

1 – Segue a Linha

Nesta primeira faixa, com alguns efeitos eletrônicos seguidos de um rock cheio de peso, Rodolfo vocifera a que veio:

Livre da carcaça
E do peso que a mentira tem
Quem sabe de onde vem
Tem uma visão que nunca embaça
Pois fala o que acredita
E não se vende
E mostra atitude pra fazer
O que vendido não entende

Tendo como pano de fundo musical toda potencia de um brutamontes castigando a bateria e riffs de guitarras alucinadamente pesadas como chumbo.

O mais legal é que, apesar do peso do som, o Rodox consegue conservar uma coesão melódica que agrada aos ouvidos.

2 – De Costas Para o Mar

O som, definitivamente lembra muito Raimundos. Principalmente a fase do disco Lapadas do Povo (1997), que era meu predileto.

Na letra, para quem tem uma mínima vivência religiosa, nota-se uma espécie de oração.

Essa sublimação no apelo cristão das letras do Rodox é algo dos mais interessantes. Para quem tem certa afinidade com o cristianismo irá notar perfeitamente o evangelho nas entrelinhas das letras.

No meu caso, quando ouvia coisas do tipo...

Vou ficar de costas para o mar
Pra ver se ele me leva
Pra perto de você

Vou tentar pensar em ti
E talvez perder o que me deixa
Tão longe de você

...era inevitável que a única coisa que passasse pela minha cabeça fosse minha situação de estar longe dela.

3 – Mais e Mais

Música pancada com uma letra que espancava meu então dilacerado coração!

Nada é tão ruim quanto aprender
A esquecer de quem se aprende a gostar
Se eu desisto vou pôr a perder
A chance de te ter como meu par

Lembro que quando escutava isso pensava:

- De onde esse cara me conhece?

4 – Incinerador

Aqui um punk rock violento com uma letra cantada como um testemunho de vida do Rodolfo.

Contra o vento, contra o invasor
Levantei a mão
Nova lei me deu nova visão

No meu caso, a parte da letra que mais fez sentido pra mim foi:

Como incinerador
Meu dom pode queimar
Eu não fiz da saudade o meu refém
Quando eu arranquei o fio que me prende

5 – Inflexível

Um hardcore carregado da idéia de que, para que as coisas possam funcionar bem, é necessário olhar para dentro de si mesmo e...

Ver se ainda existe
Alguma parte da engrenagem
Que quer cultivar ferrugem

6 – Beach Punx

Definitivamente a música mais feliz do disco. Gosto particularmente muito dela. O som perfeito para você começar o dia antes de enfrentar a correria de trabalho ou estudos. Ela tem esse poder de te deixar pra cima, acreditando que, por pior que as coisas na vida fiquem difíceis, sempre há a possibilidade de, com esperança, aguardar dias melhores.

Nem todo vento traz
Frieza e tempestade
Mesmo que não seja agora
Não é tão difícil assim imaginar

Depois de uma sequencia de positividade, entra a parte da letra em que ele sugere fazer sua mente decolar. Daí o som muda e te leva, junto a melodia da guitarra, a viajar por espaços ainda não explorados por sua percepção.

A vida inteira eu quis voar
O que pesava demais eu deixei
E fiz minha mente decolar

7 – Exodus

A pancada dessa versão hardcore furiosa do Rodox para a musica do Bob Marley foi tão pesada que, dizem, Bob Marley ressuscitou e perambulou atordoado durante uns dois dias nos arredores de Nine Mile (Jamaica) onde foi enterrado.

8 – Iluminado

Aqui Rodolfo afirma, categoricamente, em que consiste seu som e sua música (peso e espiritualidade) chamando a atenção para o fato de não se tornar escravo, ou pior, personagem de sua própria imagem construída para os outros e para si mesmo.

Viver não só de imagem
Um personagem da vida real

9 – Foi Bom Esperar

Segunda música de trabalho do álbum, no clipe dela tem a participação no baixo do Canisso, antigo companheiro do Raimundos.

Essa é uma de minhas músicas preferidas deste álbum!

Foi bom esperar
Pra que pudesse enxergar
Que o que a gente leva no fim
É a verdade

10 -  Truth

O som é uma bomba sonora nos tímpanos mais resistentes! Com letra em inglês, ela trada da busca de transcender o pensamento para as coisas espirituais, deixando as terrenas um pouco de lado por serem passageiras e não eternas.

Let your soul
Fly away
Let it flow
In your veins

11 – Na Mesma Panela

Quando falei de todo o circo que se criou entre mídia e os fãns dos Raimundos em torno da conversão do Rodolfo, com todos os julgamentos e pré-conceitos, esta letra desabafa (e nem sei se essa foi a intenção dele) a ideia de que o tempo mostrou quem realmente era o inimigo. 

É uma celebração de algo positivo que agora ele vive, em detrimento de toda negatividade que veio tentar atrapalhar essa caminhada.

Em cada parte boa da minha vida eu lembrarei
Do lixo que por te escutar
Eu quase me tornei
Pega suas coisas, sai voado
Não tem goela
Vai cozinhar com os trouxas
Que te ouvem na mesma panela

12 – 1000 Megatons

O título diz tudo, é exatamente a sensação que você tem quando está ouvindo essa música no último volume no seu som, como se estivesse em meio a uma explosão.

Digamos que essa seja a música mais explicitamente cristã desse disco, onde finalmente ele dá nome aos bois no que diz respeito ao condutor de toda sua força e ideologia:

Deus!

A PREDILETA:

Por tudo que essa música significou para mim em tempos turbulentos, escolho Beach Punx!

Espero que ela encha sua vida de esperança e positividade como encheu a minha!


Ouça Beach Punx no vídeo abaixo!

14 comentários:

Lia. disse...

Eita, pra quem não postava há um tempão, se garantiu! hehehe...
Poisé, acho que meu contato com Rodox foi zero, mas com Raimundos foi um pouco maior, na infância mesmo, talvez não vivenciei toda a identificação com o que as músicas diziam, mas me trazem boas lembranças tb. Agora acho que a questão que achei interessante levantada aqui nessa postagem foi da evolução da produção artística. As vezes o publico quer uma "pureza" de estilo do início ao fim da carreira de um artista, mas isso é uma coisa quase impossível, sendo que toda arte é feita no seu tempo e para seu tempo. As pessoas mudam e seus "frutos" tb mudam. Nada mais normal. Enfim, gostei da postagem. Vlw Georgesss!

Renan Ramalho disse...

Pow,George, adorei esse teu post. Rodox foi uma das bandas que mais me identifiquei quando muleque, porque unia um mundo sonoro que eu já curtia com um mundo ideológico que fazia parte da minha personalidade. também achava muito bacana o modo que ele incorporava positividade a uma estética agressiva, que em si já é uma atitude difícil, sem deixar piegas. me fez lembrar aquela conversa que tivemos sobre o amadurecimento do trabalho do eddie vedder

Frido disse...

caraca! tu conseguiu escrever tudo o que sempre pensei mas nao teria sabido escrever melhor ^^ É exatamente isso! Tenho uma saudade enorme de Raimundos, de vez em quando adoro ouvir e lembrar de um tempo bom, onde a única preocupação é na semana anterior de provas estudar pra passar de ano e no fim de semana pegar a gatinha na praia. Raimundos embalou muitoooo minha adolescência, e foi exatamente no final dela que entrou RODOX. E todas as letras do RODOX você vê a nova perspectiva de vida, a nova visão de tudo... Mostra os passos dados à frente. Adorei, Adoro, Adorarei!

Diego Cosmo disse...

Diga lá Facundo! Tmb tive a honra de ter o Rodox como fundo musical em uma certa época da vida, não foi dor de cotovelo... Mas foi quando comecei a tocar bateria! \,,/

hoje é emocionante e nostálgico escutar essa banda xd

vlw pela resenha!

Groucho KCarão disse...

Maaah.. Eu não sou do tipo que curte coisas "positivas", nem nunca fui fã de Raimundos - só enquanto pivete, pré-adolescente - e não conheço Rodox a fundo. O que eu conheço da banda são os clipes que passam na TV União (LOL), mas digo uma coisa: são muito bons! Melhor que Raimundos! E eu curti essas músicas - acredito que sejam do segundo disco - pq elas não são explicitamente cristãs, então vc consegue ouvir sem imaginar bruxas queimando e tal.. LOL
Agora, só uma coisinha.. Esses versos: "Let it flow/ In your veins" - Sei não, hein?.. Acho que essa conversão do Rodolfo dxou umas brechas! xD
Muito bacana o texto, George. Dependendo das próximas temáticas, vou sempre visitar e de preferência comentar aqui seu blog. Muito massa!

mundomeu disse...

Adorei o post novo, além de gostar muito Rodox. É isso ai Facundo, se garantiu mesmo, texto bem compilado.

Frido disse...

hoje de manha cedo eu tava numa discussão na comunidade do Forfun no orkut. Acho que a discussão lá é muito parecido com Raimundos - RodoX - Rodolfo Abrantes : entre ForFun antigo e novo Forfun depois de Polisenso. Eu so lembro disso sabe? A nova perspectiva sobre a vida. Evolução como pessoa e evolução espiritual. É o mesmo lance. Tem gente que nao entende como o SER pode ser Devir...

Glestlé disse...

George, já te falei que vc tem o dom da escrita...muito bom seu texto! Escutei as referências musicais por sua causa. Bjs e até mais!
gleice;)

Caixinha de Surpresa disse...

Espero não ter sido eu a causadora de tamanha tristeza...e se fui, ainda bem que o Rodox existia. rsrsrs. George, definitivamente tu és um escritor. Comece a escrever teu livro. =)

Anuska disse...

A música acompanha a nossa vida :-)

Diego Cosmo disse...

Igualmente! xD
Vcs são os poetas que conheço!

abração!

Christian disse...

Meu brother Facundo, eu vivi intensamente esse periodo principalmente pq eu estava na igreja e escutando raimundos e qnd houve a conversão fui p o primeiro show do rodox como banda no abril pro rock em Recife perto do seminario e foi alucinante, rodox como toda coisa boa durou pouco!!!!! Cheguei ate a pegar onda do lado do rodolfo qnd raimundos e como rodox e realmente o cara tava mudado e mudando!!!! como vc que me impressionou com todo o texto PBNS, vc esta mudado e mudando...

andreia inoue disse...

ola george,
antes desse post nao sabia nadica de nada sobre o Rodox,fiquei surpresa em saber que o vocalista era o rodolfo do raimundos,...
e massa esse post,curti muito a leitura e conhecer os detalhes da saiba do rodolfo (confesso que na epoca me contentei apenas com a noticia que tinha sido por motivos religiosos).
Eu nao era fa dos raimundos,mais como a maioria dos adolescentes da epoca,conhecia uma ou outra musica da banda e fiquei impressionada com a saida do rodolfo,afinal foi muita coragem abandonar a banda no momento que eles mais faturavam.

Mudando de assunto,semana passada eu estava falando justamente do seu blog para a minha mae,ela gosta de textos religiosos e comentei com ela que o seu blog eh o mais profundo nessa linha de todos os que sigo.
um abracao e desculpa nao ter entrado antes,eu fiquei sem net por mais de mes,um abracao.

Samuel Medley disse...

é meu... o Rodox sempre me influenciou tanto pelas letras como pelo som, e tenho o Rodolfo como exemplo de vida por ter saído da lama e chegado até onde chegou... parabéns aew pela postagem!