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28 novembro 2012

Resenha (Filme's): Namorados para sempre (EUA - 2010)


Filme: Namorados para sempre (EUA - 2010)
Diretor: Derek Cianfrance
Estúdio / Produtora: Paris filmes, Incentive Filmed Entertainment, Silverwood Films, Hunting Lane Films, Motel Movies, Chrysler Corporation, Cottage Industries

Eu tenho uma teoria bem absurda e idiota, no qual defendo que as comédias românticas e filmes românticos são uma das principais causas de os relacionamentos hoje serem tão volúveis.

Aí você me questiona:

- Peraí! Mas os filmes românticos são lindos, fofos, inspiradores! Todos tratam de um amor sublime, de uma intensidade contínua, que dura até a morte e, apesar do tempo, sempre se mantém belo!

Pois é exatamente por isso!

Os filmes românticos passam para o telespectador desavisado que o amor é exatamente esse sentimento contínuo, que sempre anda em perfeita parceria com a paixão. E que no amor real a paixão é algo que nunca apaga!

Aí o que acontece? Ein?

As namoradas saem da sala de cinema num estado de introspecção profunda, e percebem o quanto essa realidade com seus respectivos namorados (principalmente quando o namoro está naquela faixa crítica entre os 3 e 4 anos) está bem diferente do roteiro do filme. E aí vem aquela nuvenzinha cheia de perguntas do tipo:

Onde está aquele amor?
Onde está aquele cavalheirismo do início da relação?
Onde está aquele carinha sem barriga que comecei a namorar?
Onde está aquele friozinho na barriga, e aquela emoção ao pré-encontro?
Cadê aquele cara que me beijava com gostinho de Halls vermelho na boca?
Onde está isso ou aquilo?

E aí já viu né? Quando menos se espera a garota está lhe ligando dizendo que não sabe mais o que sente, e pede um tempo...

Pois se você (homem ou mulher), assim como eu, já passou por uma situação assim, quero dizer a vocês que esse estupendo filme "Namorados para sempre" lavou definitivamente minha alma!

Não se enganem, pois o péssimo título em português (pois o título original é Blue Valentine) acabou dando certo quando você entende que trata-se de pura ironia.

O filme relata a vida de um casal, alternando dois momentos - sendo um recorte mostrando o começo da relação, e o outro, depois de quase quinze anos de casados, com filho, em um claro momento em que a relação está desmoronando. Então, o tempo todo, o filme fica alternando nestes dois momentos.

Então estamos tratando aqui de um filme que trata, de fato, do que realmente acontece. O roteiro, nesse sentido, é visceral. Mostra com delicadeza e beleza o início da relação, que é a parte mais massa de se conhecer alguém. E de repente lhe transporta para um momento onde os dois já estão engolidos pela rotina depois de anos de relação, onde não há mais aquela magia de outrora.

E realmente afirmo que, um filme desses é algo que pode sim trazer um grande benefício para um casal que o assiste. Pois vai certamente gerar um debate sobre essas questões de amor e paixão. Como lidar com o tempo que é um agente implacável na rotina de qualquer que seja a dimensão de relação? Como conseguir se reciclar com o passar do tempo a ponto de isso não gerar uma ruptura traumática?

Uns encaram o amor como uma escolha. Outros encaram o amor como um sentimento. Outros (como eu) acreditam que a coisa fica oscilando entre as duas afirmações anteriores. Então como se manter unido com uma pessoa por um longo tempo sem isso desgastar a relação a ponto dos dois não se suportarem mais?

Enfim... Voltando pro filme, o casal de atores tem um desempenho brilhante. Michelle Williams está bárbara. E o ator Ryan Gosling (o mesmo anti-herói do espetacular Drive [EUA - 2011]) termina de completar a química perfeita. Muito bom! Muito bom mesmo! Super recomendado!

Assista no vídeo abaixo o trailer do filme "Namorados para sempre":
 

Um comentário:

Juliana Fraga disse...

Oi! Bom, gostei bastante dessa resenha por um motivo:Gosto de filmes desse gênero,e muito; mas sempre pensei assim... Acho que o que muitas pessoas buscam num relacionamento é isso mesmo, um amor de filme, amor de novela... Uma coisa redondinha e bonitinha... Não são culpadas, a imaginação serve para isto, talvez uma fuga da realidade. Acontece que o sonho sempre vai ficar, hajam filmes retratando este ou não... Só que quando tentarmos fugir da realidade e ligarmos a tv para ver esse filme, de quebra, vamos nos identificar nele,e quem sabe, pelo que disse, achar uma saída e não uma fuga da realidade.
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